sexta-feira, 18 de setembro de 2009

Um sonho pode ser real .

Capítulo 1 - Parte 3


- Marina? - escutei a voz de Trevor grave no escuro. Fiz força para me recuperar do susto. Encostei na coisa que estava no meu braço e percebi que eram os dedos de Trevor me apalpando para descobrir o que ou quem eram.
- Ai Trevor, que susto.
- Desculpa. É que escutei uns barulhos vindos de algum lugar por aqui. Resolvi vir ver se voce estava bem, se não tinha acontecido nada.
- Eu tambem escutei o barulho, mas não foi nada comigo. Estava pensando em lhe dar um susto. - falei sarcástica.
- É mesmo? Bela tentativa, mas voce não iria conseguir...
Antes que Trevor terminasse a frase, sentimos passos apressados e pesados passando por trás da gente. Senti arrepios na nuca e agarrei Trevor com toda a força. Esperamos uns minutos para ver o que acontecia, e de repente um barulho de vidro rompeu da cozinha. Eu estava tão assustada que não me contive, e gritei. Gritei o mais alto que pude e imediatamente meus pais estavam na porta do quarto deles me olhando assustados.
Minha mae foi a primeira que deu os primeiros passos e meu pai só ficou me olhando. Percebi que não tinha soltado Trevor e na mesma hora o fiz. Minha mãe me abraçou e perguntou o que tinha acontecido.
- Mãe, ouvimos um barulho, algo passou por nós e tambem ouvi barulho de vidro quebrando vindo da cozinha. Eu fiquei muito assustada e gritei. Trevor tambem estava saindo da cama para ver o que era.
- Pode deixar filha. Vou descer agora mesmo para ver o que aconteceu. - falou meu pai já se dirigindo á escada.
Minha mãe o seguiu logo depois. Olhei para Trevor esperando sua reação. Ele pegou minha mão e me arrastou junto escada abaixo. Minha mãe estava de costas impedindo a passagem para a cozinha. Ela nem respirava direito ,se duvidasse. Toquei suas costas cobertas por um robe lilás e ela se virou tremendo me dando passagem para a cozinha.
Fiquei surpresa quando olhei em volta e nossos microondas, mini-churrasqueira,tv digital e telefone haviam desaparecido. Eram coisas que sempre chamavam a atenção por serem modernas e caras. Perto da geladeira cacos de copos e pratos estavam espalhados pelo chão, a porta da geladeira estava aberta, o gás estava ligado e imediatamente meu pai desligou.
Poderíamos ter morrido com a tampa do gás aberta. Olhei para minha mãe que continuava tremendo e perguntei o que poderia ter sido. Meu pai repondeu por minha mãe.
- Concerteza querida, foi um ladrão. E ele foi bastante esperto. Não estendo como ele entrou aqui, tem muitos portões e muitas trancas. Tenho certeza de que assim que ele tivesse entrado pelo segundo portão eu teria ouvido. É o portão que possiu o alarme. - ele ficou coçando a barba por alguns momentos, pensativo, e nos mandou para a cama.
Dava para ver que minha mãe estava completamente atordoada. O amor pela cozinha dela era muito grande. Trevor estava sem expressão, não soube se ele estava muito cansado ou se não se importava com o que tinha acontecido. Olhei para Trevor e ele me retribuiu o olhar, pegou em minha mão e começou a me conduzir para as escadas.
Não entendi o que estava acontecendo comigo, do nada comecei a me sentir mal, fiquei tonta enquanto subia as escadas. Depois disso, não lembro de mais nada.


CAPÍTULO 2 - Parte 1

31/07/09
Acordei com Trevor sentado no sofá perto da janela olhando através dela, perdido em pensamentos. Chamei-o com a voz fraca de sono e ele se virou e veio em minha direção. Tentei levantar mas meu corpo pesava muito. Continuei ali imóvel. Mexi minhas pernas e elas doiam como se tivessem levado uma queda e tivessem entortado..
Fiz cara de dor e olhei-o nos olhos. Percebi que ele estava bastante cansado tambem e que fazia força para continuar ali acordado.
- Bom-dia amiga querida. Como esta se sentindo? - falou com um sorriso cansado e sincero.
- Me sinto diferente. Cansada e com as pernas doloridas. - falei tentando inutilmente me mexer mais uma vez.
- Voce não lembra mesmo, não é?
- Não?! Do que eu deveria me lembrar? - falei confusa.
- Quando estavamos subindo as escadas voce desmaiou do nada. Não que voce seja gorda, mas voce estava com o corpo tao pesado e eu estava tao cansado que não consegui ti segurar direito. Voce saiu rolando as escadas.Eu me desesperei e chamei seus pais que me ajudaram a ti trazer aqui para o quarto. Não dormi, fiquei aqui com voce a noite toda preocupado.
- Oh Trevor. Me desculpa! Voce precisa dormir, não fique mais aqui comigo, eu vou ficar bem.
- Não Marina, se eu aguentei a noite toda aguento mais um pouco. Preciso fazer uma coisa importante hoje.Primeiro vou ti levar no banheiro pra voce tomar uma ducha e esfriar mais a cabeça. E depois farei o que tenho de fazer.
- Voce é tao bom pra mim. Tenho sorte de voce ser meu melhor amigo. - falei dando o melhor sorriso que eu podia.
- Não, eu é quem tenho sorte. - falou retribuindo o sorriso.
Trevor me conduziu ao banheiro defronte ao meu quarto. Enquanto lavava o rosto ele ligava o chuveiro elétrico e botava na temperatura adequada.

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