segunda-feira, 12 de outubro de 2009

Um sonho pode ser real .

Cap. 2 - Parte 2


Depois de todo o processo para me recuperar, descemos para a cozinha. Me sentia muito faminta a ponto de comer um elefante. Nunca tinha acordado dessa maneira. Acho que estava precisando de muita energia. Será que eu estava doente? Esperava que não, eu não queria por nada neste mundo perder os ultimos dias de férias. Eu e Trevor nos dirigimos á cozinha calmamente para que eu não saisse rolando as escadas novamente.
Sentei á mesa, onde minha irmã comia deveras lentamente lendo uma revista de moda ao mesmo tempo. Não percebeu nossa presença – minha e de Trevor - , e tambem não fiz questao que percebesse. Era ate melhor para mim, assim, logo pela manha, não iria ouvir as besteiras que saem da sua boca para me afetar. Na maioria das vezes não conseguindo.
Mamãe me trouxe os famosos biscoitos que eu tanto amava com uma deliciosa xícara de café. Quando mamãe perguntou para Trevor o que ele queria, ele preferiu o mesmo que eu.Mais uma coisa que eu adorava no Trevor, ele possuia varios gostos parecidos com os meus. Nunca tive medo de escolher o presente errado para ele.E o mesmo comigo tambem. Ele sempre acertava.
Fomos para a sala e botei o filme Mensagem Instantanea para passar o tempo. Era um filme sobre romance – genero preferido de nós dois – em que os personagens se apaixonavam mandando mensagens um para o outro. Bonita a história, mas não daquelas que me faziam chorar.No meio do filme Trevor se levantou rapidamente e foi em direção ao quintal onde minha mãe regava as flores. Por um momento fiquei ali parada observando ele se distanciar.
Uns segundos se passaram e eu já estava de pé seguindo-o. Cheguei no quintal muito bem elaborado por um paisagista que era amigo de minha mãe, e que nos fez um desconto maravilhoso. No meio do grande jardim se encontrava uma grande árvore, que minha mãe havia mandado plantar assim que comprou a casa. Debaixo dela um banco projetado rodeava todo seu caule grosso e antigo.
Fiquei ali parada observando os dois conversando. Minha mãe não estava com uma cara muito feliz. Cruzei os braços e esperei que Trevor viesse logo para que terminássemos o filme.
Olhei em meu relógio de pulso e eram 10 da manhã de sexta. Dei mais uma olhada em direção ao canteiro onde Trevor já se levantava sorrindo grandeosamente.Fiquei confusa e esperei ele chegar até mim. Talvez para zombar de mim, ele vinha em passos curtos e lentos e ao mesmo tempo com aquela cara de zombeteiro. Não pude deixar de sorrir.
Finalmente ele estava perto de mim. Se inclinou para os meus ouvidos e falou:
- É Marina. Parece que voce perdeu a aposta. Que tal uma festinha domingo?
E simplesmente saiu me deixando ali perplexa. Minha mae se voltou para mim e sorriu. Ainda incrédula, dei meia volta e fui atrás dele. Só podia ser brincadeira mesmo minha mãe deixar que eu saísse de casa sozinha com Trevor. E eu não iria aguentar ir para uma festa, não mesmo. Cheguei na sala e Trevor estava ali, olhando para o filme no modo pause. Ele se virou e sorriu novamente.
- Anda Marina, vem sentar aqui do meu lado. Precisamos planejar para onde quer sair amanha e como será a festa.
- Como...? Como voce conseguiu? - olhei com o espanto preso em meu rosto.
- Ora Marina, não se assuste. Eu disse que sou um menino de bom coração. Não estava acreditando em mim? - disse com um olhar zombeteiro.
- Sim... mas....nao Trevor, eu não quero ir para essa festa.
- Entao não quer sair de casa. A aposta era: se eu conseguisse convencer sua mae de sair comigo para algum lugar que voce tenha em mente, entao voce iria comigo para uma festa.
- Ow Trevor. Tá certo, você venceu. Não aguento mais ficar dentro de casa.
- Claro, pois entao escolha o seu destino. Se der, poderemos ir para mais de um lugar dependendo da distancia. E não se esqueça do clube tambem.
- Tudo bem.Vamos para o clube, andar de bicicleta e levar uns lanchinhos. E quando estiver no fim do dia vamos para a ponte.
- Para mim está ótimo. E a festa...
- Aaah! - fiz cara de gente muito cansada e olhei para ele meio nervosa.
- Pois é Marina. A festa será na casa de um amigo meu. Lá tem pisicina, uma grande churrasqueira, quadra de volei e várias outras coisas. Vai ser divertido vai.. voce vai conhecer mais pessoas e quem sabe alguem. - olhou para mim com os olhos brilhantes. Acho que aquele era um olhar novo, porque eu não soube entender o que ele queria dizer com aquilo exatamente.
- Tá certo. Gosto de volei. E talvez esteja na hora de realmente eu me associar mais com as pessoas.
- É assim que gosto de ver. Vai dar tudo certo. Você vai ver. - terminou a frase com aquele seu sorriso sincero e brilhante.

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